Pular para o conteúdo
Gestão de redes sociais

Primeiro mês de gestão de redes sociais na saúde: como funciona?

Conheça as etapas do primeiro mês de gestão de redes sociais para médicas e profissionais da saúde — do briefing aos conteúdos, gravações e os próximos passos com tráfego pago.

Por Ana Clara Cardoso Avelar · · 7 min de leitura
Ana Clara sentada à mesa com notebook e uma xícara, sob luz acolhedora

O primeiro mês de gestão de redes sociais de um consultório começa antes mesmo da primeira publicação. Na Clare Studio, como social media, converso com a profissional, observo como o paciente encontra o atendimento e planejo conteúdos a partir das dúvidas que já surgem na rotina clínica. O objetivo é simples: garantir que o perfil digital represente com fidelidade o trabalho que acontece fora da tela.

Resumo rápido

  • Briefing e alinhamento: A reunião inicial ajuda a compreender a rotina, os objetivos e o perfil exato de paciente que a profissional deseja atender.

  • Análise de presença digital: O diagnóstico avalia o Instagram, o Perfil da Empresa no Google e a jornada completa até o agendamento.

  • Pautas reais: Os temas nascem das dúvidas, situações e objeções recorrentes no consultório.

  • Produção consciente: Planejamento, redação, design e edição de vídeo vêm após essa escuta atenta.

  • Gravações viáveis: A captação ou o direcionamento para gravação são organizados para respeitar o tempo da profissional.

  • Estruturação antes do tráfego: Com a casa arrumada e o perfil estruturado ao final do primeiro mês, iniciamos as estratégias de tráfego pago para atrair novos pacientes.

Por que o trabalho de social media começa com uma conversa?

Uma profissional pode ter fotos bonitas e dezenas de ideias de posts, mas ainda não conseguir responder a uma pergunta simples: o que uma pessoa entende sobre seu atendimento ao visitar o perfil? Antes de criar qualquer peça visual, o papel da social media é conhecer a essência do trabalho que vamos apresentar.

Na reunião de alinhamento e no briefing, conversamos sobre a rotina do consultório, os objetivos da comunicação e o perfil de paciente ideal. Falamos também sobre as demandas mais frequentes, os serviços oferecidos e a forma como a profissional prefere explicar seu trabalho. Quero ouvir como ela atende na prática antes de escolher as palavras que aparecerão na tela.

Essa etapa evita conteúdos que soam corretos à primeira vista, mas não correspondem à prática clínica. Se uma médica não realiza determinado procedimento, ele jamais deve aparecer no perfil. Por outro lado, se há uma questão que ela explica semanalmente em consulta, essa costuma ser uma excelente pauta para começar.

O briefing também ajuda a alinhar a comunicação à realidade da agenda. Uma rotina corrida exige um processo de gravação e revisão sustentável a longo prazo. Planejar sem considerar a disponibilidade de tempo da profissional resulta apenas em uma lista de ideias que nunca sai do papel.

O que eu observo no Instagram, no Google e no agendamento?

Depois de ouvir a profissional, analiso os pontos de contato pelos quais um potencial paciente pode encontrá-la. Geralmente, uma pessoa recebe uma indicação, pesquisa o nome no Google, acessa o Instagram e busca entender como marcar uma consulta. Cada uma dessas etapas precisa orientar o paciente de forma clara.

  • No Instagram: Avalio se a apresentação da bio reflete a atuação real, se os conteúdos deixam claro em quais situações a profissional pode ajudar e se o link de contato está visível e funcional.

  • No Google: Verifico as informações públicas do consultório, como endereço, horários e canais de atendimento.

  • No Agendamento: Analiso a facilidade do caminho que a pessoa precisa percorrer até conseguir marcar a consulta.

Às vezes, a dificuldade está em algo simples: um link quebrado, um horário desatualizado ou uma descrição com jargões técnicos que o paciente não compreende. Em outros casos, as informações até existem, mas estão dispersas. O trabalho do primeiro mês consiste em identificar esses gargalos e priorizar as correções necessárias.

Essa análise está conectada à jornada do paciente até o consultório: a publicação nas redes sociais é apenas um dos passos desse caminho.

De onde saem os assuntos dos primeiros conteúdos?

Uma boa pauta pode nascer de uma pergunta feita durante a consulta da manhã, de uma dúvida recorrente no WhatsApp ou de uma expectativa que precisa ser alinhada antes mesmo do atendimento.

Pense em uma dentista que escuta frequentemente: "Isso precisa de avaliação presencial ou posso esperar?". O conteúdo pode explicar, em linguagem acessível, quais sinais justificam a busca por orientação profissional, sem tentar dar um diagnóstico online. Para uma endocrinologista, a dúvida comum pode ser como se preparar para a primeira consulta. O assunto varia conforme a especialidade e a prática de cada profissional.

Também observo as objeções que surgem antes do agendamento — como dúvidas sobre o formato do atendimento (presencial ou online) ou como funciona a primeira consulta. Essas respostas não precisam virar posts apelativos; podem ser organizadas de forma útil na bio, nos destaques, no perfil do Google e no site.

Quem chega ao perfil precisa se identificar imediatamente com as soluções apresentadas.

Quando começam o planejamento, o design e os vídeos?

Após a conversa inicial e o diagnóstico de presença digital, organizo o calendário de pautas. Defino o objetivo de cada publicação, o melhor formato para a mensagem e os pontos que demandam a revisão técnica da profissional. A redação, o design e a edição de vídeo acontecem nessa fase.

  • Carrosséis: Ideais para explicar dúvidas recorrentes em etapas simples.

  • Vídeos: Excelentes para aprofundar temas que exigem mais contexto e conexão humana.

  • Posts estáticos e curtos: Perfeitos para orientações diretas, como preparação para exames ou lembretes operacionais.

O formato deve servir à mensagem, e não o contrário. Não há necessidade de gravar vídeos apenas porque outros perfis estão fazendo isso.

Em conteúdos de saúde, a revisão técnica é indispensável. A profissional é responsável por validar se a explicação está precisa e alinhada com a sua conduta. Para médicas, seguimos rigorosamente as diretrizes da Resolução CFM nº 2.336/2023, que regulamenta a publicidade médica. As demais áreas da saúde acompanham as normas de seus respectivos conselhos. Esse cuidado ético orienta a escolha de títulos, imagens e informações apresentadas no perfil.

Como as gravações cabem na rotina do consultório?

As gravações entram no cronograma somente após o planejamento das pautas. Quando sabemos exatamente qual dúvida o vídeo vai responder, fica muito mais fácil direcionar a fala, escolher o cenário e otimizar o tempo.

A captação ou o direcionamento para gravação são planejados sob medida para a rotina da profissional. Conforme o plano combinado, podemos realizar um acompanhamento presencial para a captação do material ou fornecer um roteiro com direcionamentos claros para que ela grave nos momentos vagos da agenda.

Não é necessário transformar os intervalos entre atendimentos em um estúdio de filmagem. O conteúdo pode ser gravado em blocos, aproveitando temas que a profissional domina e responde naturalmente no dia a dia. Como social media, meu papel é dar direção a essa comunicação e cuidar da pós-produção, permitindo que ela mantenha o foco na assistência aos pacientes.

O que você pode esperar ao final desse primeiro mês (e a entrada do tráfego pago)

Ao final dos primeiros 30 dias, a comunicação do consultório ganha estrutura e clareza. A profissional tem total clareza do que está sendo publicado, as informações de contato ficam organizadas e cada conteúdo passa a ter um propósito claro.

Mais do que organizar a casa, essa etapa de estruturação cria o cenário ideal para o próximo passo da estratégia: a ativação do tráfego pago. Fazer anúncios antes de alinhar o perfil, as informações do Google e o caminho de agendamento é desperdiçar investimento. Quando o perfil já está claro, seguro e alinhado com a ética profissional, os anúncios pagos passam a direcionar potenciais pacientes para um ambiente preparado para recebê-los e convertê-los em consultas.

Se você pensa em contratar uma social media, avalie como ela inicia o processo:

  • Ela busca entender a fundo a sua prática clínica?

  • Analisa a jornada do paciente até o agendamento?

  • Estrutura o perfil antes de sugerir investimentos em tráfego pago?

  • Planeja a produção respeitando a sua rotina?

É exatamente assim que conduzimos a gestão de redes sociais na Clare Studio. Se fizer sentido para o seu momento, convido você a apresentar o seu consultório para construirmos uma comunicação alinhada e sustentável.

Perguntas frequentes

Na Clare Studio, o primeiro mês inclui a reunião de alinhamento e briefing, o diagnóstico dos canais digitais (Instagram, Google e agendamento) e o planejamento estratégico de conteúdo. As pautas são extraídas da rotina de atendimentos e, quando há vídeos, as gravações são estruturadas para caber na agenda do consultório.

Não. A frequência de vídeos é definida de acordo com o plano de trabalho e a disponibilidade da profissional. As gravações costumam ser organizadas em blocos planejados, evitando correria no dia a dia.

O primeiro mês constrói a base estratégica e a clareza da sua presença digital. Assim que o perfil e os canais de contato estão devidamente estruturados, iniciamos o tráfego pago, que impulsiona o alcance dos conteúdos para atrair novos pacientes qualificados de forma previsível e constante.

Leia também

Quer conversar sobre o seu perfil?

Falar com a Ana →